O guia do mochileiro das galáxias vol. II: O restaurante no fim do universo, Douglas Adams
2019/05/25
2019/05/23
2019/04/02
"Desde a hora em que acordava de manhã até a hora em que ia dormir à noite, eu sentia uma angústia insuportável e parecia incapaz de qualquer tipo de alegria ou entusiasmo. Tudo, cada pensamento, palavra, movimento, era um esforço. Tudo que antes brilhava agora era uniforme.
Eu parecia a mim mesma sem graça, entediante, incompetente, embotada, ignorante, indiferente, fria, sem vida e sem cor. Qual é o sentido de seguir em frente assim? Eu me perguntava.
Várias vezes eu me perguntava, se eu não posso sentir, me mexer, pensar ou me importar, então qual era o sentido concebível de continuar vivendo? Era espantosa a morbidez da minha mente. A morte e seus semelhantes eram companheiros constantes. Eu via a morte por toda parte. E via mortalhas, etiquetas de identificação e sacos para transporte de corpos com os olhos da imaginação."
[tradução livre]
An unquiet mind: A memoir of moods and madness, Kay Redfield Jamison
2019/03/26
2018/04/12
"262. (...) Apresentam, esses penetrantes observadores, que estão frente ao desenvolvimento da vida, que tudo a seu redor é ruína e traz ruína, que nada durará além de depois de amanhã. excetuando uma única espécie de homem, o irremissivelmente medíocre. Os medíocres sobretudo têm esperança e probabilidade de continuidade, de propagar-se — esses são os homens do futuro, os únicos aptos a sobreviver; "sede como eles, sede medíocres!", impõe agora a única moral que tem um sentido, que encontra orelhas prontas a ouvir — mas é difícil pregá-la, pregar a esta moral da mediocridade! — uma vez que esta não deve e não pode confessar aquilo que é na verdade e aquilo que quer! Deve falar de medida, de dignidade, de dever, de amor ao próximo, e terá que tomar muito cuidado para não deixar transparecer a ironia."
Além do bem e do mal, Friedrich Nietzsche
2018/04/10
2017/09/03
"Matsu nunca prometeria parar de chorar. Acalmara, mas sabia bem que a felicidade se compunha da soma de muita tristeza também. Carregaria essa tristeza no seu pranto respeitoso, espaçadamente. E chorar seria também a sua mais íntima prova de gratidão."
Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe
2017/07/10
"A menina, habitante sobretudo dos sonhos, disse: havíamos de ter um jardim seco. Um de pedras que fizesse o ondulado do mar.
Tão bem alinhado que fosse um desenho perfeito por onde poderíamos percorrer os dedos. A criada perguntou: seco. A cega respondeu: teríamos sempre lágrimas para o molhar. E sorriu."
Homens imprudentemente poéticos, Valter Hugo Mãe
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